China atua contra desmatamento na Amazônia

Recentemente, a China, maior importador de soja e carne bovina do Brasil, está adotando novas diretrizes para reduzir o desmatamento na Amazônia.

Esse movimento representa uma mudança significativa.

Dado que o crescimento das exportações brasileiras para o mercado chinês tem sido um dos principais vetores de desmatamento na região.

Pressões Chinesas contra o desmatamento

Durante um evento na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, Kevin Chen, diretor do Centro Internacional para o Desenvolvimento Agrícola e Rural da China.

Destacando a preocupação chinesa com a dependência da produção brasileira e as implicações ambientais.

A China está ciente das mudanças climáticas que afetam a produção agrícola.

Assim, está comprometida com uma produção que não pressione o desmatamento.

Saiba mais: Explorando conexões entre o aumento da exportação de commodities para a China e o desmatamento na Amazônia

Importações chinesas afetam o desmatamento no Brasil

Entre 2019 e 2023, as exportações brasileiras de soja para a China quase dobraram, atingindo US$ 39,8 bilhões.

As exportações de carne bovina para a China aumentaram 476% entre 2009 e 2022, com a China importando 60% da carne bovina exportada pelo Brasil .

Gado e soja lideram a degradação da Amazônia.

Entre 2014 e 2022, o desmatamento nos nove estados da Amazônia Legal cresceu significativamente, passando de 5.012 km² para 11.594 km² anuais.

O Mato Grosso e o Pará são os principais estados exportadores para a China.

Com volumes triplicados na última década, acompanhados de altos índices de desmatamento.

Especialistas em relações internacionais indicam que a pressão chinesa está passando de um foco em quantidade para qualidade e sustentabilidade.

A China está migrando para ser um comprador que facilita cadeias de valor livres de desmatamento.

O produtor brasileiro precisa se adaptar a essa nova realidade para não perder mercado.

Saiba mais: Os movimentos da China para reduzir o desmate da Amazônia

Compromissos acerca ao desmatamento

A China tem assumido compromissos para reduzir suas emissões e alcançar a neutralidade de carbono até 2060.

Durante um encontro entre os presidentes Lula e Xi Jinping, foi acordado ampliar a cooperação bilateral sobre o clima .

Contudo, a falta de transparência na cadeia de suprimentos de carne bovina brasileira representa um grande desafio.

Estudos revelam que muitas empresas exportadoras não demonstram controle sobre fornecedores indiretos.

Os fornecedores podem estar associados ao desmatamento ilegal .

Nesse sentindo, a maior trading de soja da China, COFCO, comprometeu-se a rastrear toda a sua cadeia direta de fornecedores e a garantir soja livre de desmatamento até 2025.

A empresa já rastreia 100% dos fornecedores diretos, mas enfrenta desafios com os indiretos.

Saiba mais: Clima afeta segurança alimentar mas inovações ajudam mudar esse cenário

Importância de conter o desmatamento e a BR ARBO

A China está redefinindo seu papel como comprador de produtos agrícolas brasileiros, agora com um foco claro na sustentabilidade.

Essa mudança exige que os produtores brasileiros adotem práticas mais transparentes e sustentáveis para manterem sua competitividade no mercado chinês.

Uma empresa que se preocupa com a sustentabilidade é a BR ARBO Gestão Florestal.

Uma vez que um de seus projetos envolve a preservação de uma grande reserva na floresta amazônica.

Por Ana Carolina Ávila
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