Caminhos para zerar o desmatamento na Amazônia

Até 2030, o Brasil se se comprometeu a zerar o desmatamento e a degradação da floresta amazônica.

O agravamento das mudanças climáticas tem evidenciado a vulnerabilidade dos biomas e populações diante de eventos extremos.

Como as secas na Amazônia em 2023 e as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024.

Em meio a esse cenário, a meta ousada que exige uma política estratégica robusta.

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O Desafio do Desmatamento Zero

A doutora em Ecologia Ima Célia Guimarães Vieira e o doutor em Zoologia José Maria Cardoso da Silva destacam, em artigo na revista Trends in Ecology & Evolution, a necessidade de um novo modelo de desenvolvimento para alcançar o desmatamento zero.

Eles retomam a proposta de desmatamento zero apresentada em 2005, agora em um contexto ainda mais urgente.

Em 2004, a taxa de desmatamento foi de 27.772 km². Enquanto em 2022 foi de 11.594 km², somando uma devastação acumulada de 168.413 km² ao longo dos anos.

O Projeto de Lei 3.334/2023, propõe a redução da reserva legal na Amazônia, pode liberar 28,17 milhões de hectares para desmatamento.

Ameaçando reverter os avanços alcançados pelo Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm).

Esse projeto de lei pode aumentar significativamente as emissões de carbono do Brasil e resultar em boicotes comerciais.

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Estratégias para Territórios Sustentáveis

Para atingir o desmatamento zero, os cientistas sugerem seis estratégias cruciais:

  1. Expansão e Descentralização de CT&I: Ampliar e descentralizar instituições de ciência, tecnologia e inovação para fortalecer a produção de conhecimento.
  2. Gestão Eficaz de Áreas Protegidas e Terras Indígenas: Melhor distribuição e acesso a recursos para Unidades de Conservação (UCs) e Terras Indígenas (TIs) para combater o desmatamento.
  3. Conversão de Terras Públicas Não Designadas: Transformar áreas públicas sem designação em UCs e TIs para reduzir apropriação ilegal e degradação.
  4. Proteção da Floresta em Áreas Privadas: Incentivar o cumprimento do Código Florestal e transformar reservas legais em reservas privadas de patrimônio natural.
  5. Recuperação de Áreas Degradadas: Implementar projetos piloto que combinem produção de alimentos, conservação da biodiversidade e redução da pobreza.
  6. Melhoria dos Mecanismos de Governança: Criar sistemas de governança para facilitar o diálogo entre diferentes níveis de governo e comunidades locais.

Importância do projeto Mejuruá nesse cenário

A criação de territórios sustentáveis é essencial para zerar o desmatamento na Amazônia.

Implementar essas estratégias pode promover a conservação ambiental e garantir o bem-estar social a longo prazo. Ajudando o Brasil a cumprir sua meta de desmatamento zero até 2030.

O projeto da BR ARBO, Mejuruá, é liderado pelo empresário Gaetano Buglisi.

Em conjunto com a empresa, mais de 9000 hectares são protegidos na floresta. Contribuindo para a preservação do bioma.

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Por Ana Carolina Ávila

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