Aquecimento do mercado de créditos de carbono no Japão

Recentemente, o Japão está intensificando seus esforços no comércio de créditos de carbono.

Apesar das compensações de gases de efeito estufa sendo submetidas a um escrutínio mais rigoroso devido a relatos de que muitas não cumprem suas reivindicações.

Ao longo do último ano, a Bolsa de Valores de Tóquio, startups e outras entidades lançaram mercados para créditos de carbono.

Importância dos Créditos de Carbono

Os créditos de carbono, certificados por governos ou organismos independentes, são instrumentos negociáveis que representam uma redução de uma determinada quantidade de emissões.

Permitindo que os poluidores compensem suas próprias emissões ao comprá-los.

Para o Japão, os créditos são vitais enquanto o país espera que suas apostas na tecnologia climática sejam recompensadas. Especialmente para as indústrias intensivas em carbono.

Kohei Nishiwada, chefe da startup Asuene, que iniciou sua plataforma de comércio de créditos de carbono Carbon EX com a SBI Holdings, destacou a necessidade do Japão de acelerar seus esforços.

A Europa foi pioneira no comércio de carbono. Enquanto plataformas voluntárias surgiram nos EUA nos últimos anos.

Recentemente, mais mercados surgiram na Ásia, com Singapura e Indonésia emergindo como centros importantes.

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Iniciativas e Plataformas no Japão

A Asuene, que anunciou investimentos significativos em junho, visa se tornar uma plataforma internacional. Beneficiando empresas japonesas com negócios globais.

Ao mesmo tempo, a Bolsa de Valores de Tóquio abriu seu mercado de comércio de créditos de carbono. Onde empresas podem comprar e vender “J-Credits”, certificados pelo governo japonês.

Embora o mercado da TSE tenha registrado um volume total de negociação de cerca de 333 mil toneladas de carbono. Isso é pequeno em comparação com o mercado Climate Impact X de Singapura.

Asuene, com mais de 1.000 empresas participantes, oferece uma variedade de créditos de carbono, incluindo alguns créditos internacionais voluntários.

A Green Carbon, startup sediada em Tóquio, apoia agricultores na criação de créditos de carbon.  Permitindo que obtenham renda extra enquanto contribuem para a descarbonização.

A prática da drenagem intermediária em arrozais, por exemplo, pode reduzir as emissões de metano e gerar créditos de carbono.

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Desafios e Oportunidades no mercado japonês 

Apesar das oportunidades, há preocupações sobre a eficácia das compensações de carbono e a integridade dos créditos.

Relatórios indicam que muitos créditos não reduzem as emissões conforme anunciado.

A Green Carbon e outras empresas estão trabalhando para garantir a credibilidade dos créditos e promover práticas sustentáveis.

O governo japonês lançou a iniciativa Liga GX, incentivando empresas a estabelecerem metas voluntárias de redução de emissões.

O Morgan Stanley prevê que o mercado voluntário de compensações de carbono crescerá significativamente até 2030. Observadores do mercado acreditam que, apesar das críticas, o comércio de créditos de carbono é essencial para a descarbonização a longo prazo.

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Projeto Mejuruá: Inovação e Créditos

À medida que o Japão expande seus mercados e mais empresas se envolvem no comércio de créditos, é crucial garantir a credibilidade.

Esforços contínuos são necessários para fortalecer as regras e melhorar a transparência dos projetos de crédito de carbono. Assegurando que as compensações sejam realmente eficazes na redução de emissões.

Por exemplo, o projeto Mejuruá da BR ARBO, que visa implementar soluções baseadas na natureza para promover a regeneração florestal na Amazônia.

Este projeto, comercializa créditos transparentes e reias. Aumentando a credibilidade nos projetos desse mercado.

Por Ana Carolina Ávila

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