Os projetos de crédito de carbono para florestas enfrentam críticas crescentes.
Por causa de conflitos de interesse e falta de transparência.

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Segundo os autores do artigo publicado pela Amazônia Real, esses fatores estão entre as principais causas dos problemas atuais do mercado voluntário de carbono.
Afetando a credibilidade e a confiança nesses mecanismos.
De acordo com o texto, aumentar o rigor científico na definição de linhas de base.
No cálculo de vazamento e na avaliação de não permanência poderia reduzir a atratividade financeira dos projetos.
Isso ocorre porque muitos empreendimentos dependem de cenários considerados irrealistas, que inflariam a quantidade de créditos gerados.
A mudança também afetaria a receita de certificadoras e definidores de padrões que cobram taxas por crédito emitido.
Documentos públicos de projetos geralmente são elaborados para cumprir apenas requisitos mínimos e atrair compradores, omitindo detalhes essenciais sobre cálculos de emissões evitadas e repartição de benefícios.
Na prática, torna quase impossível reproduzir os números apresentados ou saber quanto da receita realmente chega às comunidades locais.
Mesmo iniciativas criadas para fortalecer a integridade do mercado de carbono, como o SBTi e o ICVCM, já enfrentaram controvérsias internas.
Isso reforça a necessidade de regras mais claras, governança independente e maior transparência para evitar riscos de maquiagem verde e proteger a credibilidade dos créditos.
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Projeto Mejuruá

O projeto Mejuruá é uma iniciativa importante que ajuda a conservar a floresta amazônica no Brasil.
Ele protege grandes áreas de floresta nativa, evitando o desmatamento e contribuindo para a captura de carbono.
Além disso o projeto gera créditos de carbono que podem ser vendidos para empresas interessadas em compensar suas emissões.