A Compensação de Carbono do SBTi teve aprovação de ONGS

Em junho, seis ONGs ambientais expressaram apoio à iniciativa Science-Based Targets (SBTi) para flexibilizar as regras sobre a utilização de compensação de carbono por empresas.

Desde que existam orientações para garantir que esses créditos proporcionam os benefícios declarados.

Em abril, a SBTi anunciou que iria atualizar suas diretrizes sobre o uso de “certificados de atributos ambientais”.

Incluindo créditos de carbono, para ajudar as empresas a cumprir suas metas climáticas, especialmente relacionadas às emissões de Escopo 3 (indiretas).

Atualmente, as diretrizes permitem que as empresas utilizem compensações para abordar apenas 10% de suas emissões absolutas.

Debate sobre a Flexibilização das Diretrizes

A proposta de flexibilização gerou debate, com algumas ONGs, como a WWF e a Greenpeace, se opondo à medida.

No entanto, outras ONGs, incluindo Fauna & Flora, WCS, The Nature Conservancy, Conservation International, Environmental Defense Fund e American Forest Foundation, expressaram apoio. Desde que determinados critérios sejam cumpridos.

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Critérios para Compensação de Carbono

As ONGs que apoiam a flexibilização estabeleceram condições para a utilização de créditos de carbono:

  • Qualidade dos Créditos: Somente créditos de alta qualidade, conforme definido pelo Conselho de Integridade para o Mercado Voluntário de Carbono, devem ser utilizados.
  • Prioridade para Redução Direta: As empresas devem priorizar a redução direta das emissões operacionais e da cadeia de valor.
  • Benefícios Climáticos de Curto Prazo: Os créditos devem resultar em benefícios climáticos no curto prazo.
  • Redução do Uso ao Longo do Tempo: As empresas devem reduzir o uso de créditos à medida que a tecnologia e a capacidade melhoram.
  • Coordenação com VCMI: As definições de uso apropriado de compensações devem ser elaboradas em coordenação com a Iniciativa Voluntária de Integridade do Mercado de Carbono (VCMI).

A carta enfatiza que o SBTi deve continuar a incentivar as empresas a financiar esquemas certificados de atributos ambientais.

Sem utilizar os certificados resultantes na contabilização dos próprios objetivos climáticos, conhecido como além da mitigação da cadeia de valor.

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Preocupações sobre a Credibilidade dos Créditos

Pesquisas recentes mostram que muitos especialistas consideram os mercados de créditos de carbono arriscados.

Devido a preocupações sobre a eficácia dos projetos de compensação.

Apesar das preocupações, as ONGs apoiam o uso ampliado de compensações de carbono. Desde que sejam mantidos altos padrões de qualidade e transparência.

A atualização das diretrizes pela SBTi deve considerar essas recomendações. Para garantir que os créditos contribuam efetivamente para a redução das emissões globais.

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Projeto Mejuruá é destaque no mercado 

O projeto Mejuruá é uma iniciativa que visa proteger a Amazônia. Através do desenvolvimento sustentável e da inclusão social das comunidades locais.

O projeto foca na promoção de práticas agrícolas sustentáveis, no fortalecimento das economias locais e na preservação da biodiversidade.

Este projeto reflete o compromisso do Brasil em buscar soluções inovadoras.

E integradas para os desafios ambientais e sociais na região amazônica.

Por Ana Carolina Ávila

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