Desmatamento em Florestas Públicas Não Destinadas Atinge 36,5% na Amazônia

Uma análise feita pelo IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) revelou que as florestas públicas não destinadas concentraram 36,5% do desmatamento na Amazônia no ano passado.

Desmatamento em Florestas Públicas Não Destinadas Atinge 36,5% na Amazônia
Desmatamento em Florestas Públicas Não Destinadas Atinge 36,5% na Amazônia

As florestas públicas não destinadas são áreas sob domínio estadual ou federal que ainda não foram definidas para uso específico, como terras indígenas ou unidades de conservação.

O desmatamento nessas regiões cresceu exponencialmente desde 2012. Em 2022, o desmatamento atingiu seu auge, com 327,7 mil hectares desmatados, um valor quase quatro vezes maior que o registrado em 2012, evidenciando que as florestas públicas não destinadas ainda continuam sendo as maiores vítimas do desmatamento na Amazônia.

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Essas áreas são frequentemente alvo de grilagem de terras, desmatamento ilegal e extração ilegal de madeira, processos que não só aceleram o processo de degradação ambiental, mas também geram impactos socioeconômicos e climáticos significativos.

A pesquisadora do IPAM, Lívia Laureto, alertou que a degradação das florestas públicas não destinadas implica na perda de biodiversidade, com sérias repercussões ecológicas, sociais e econômicas, contribuindo para o aumento das emissões de gases de efeito estufa, agravando a crise climática global.

A Plataforma de Dados e Ações Legais

O IPAM criou o Observatório de Florestas Públicas, uma plataforma de dados abertos que permite a consulta sobre a localização das florestas públicas não destinadas e o avanço de registros do Cadastro Ambiental Rural (CAR) sobrepostas a essas áreas, visando gerar informações acessíveis para o monitoramento da situação das florestas, ajudando a combater práticas ilegais e fraudulentas, como a grilagem de terras.

Durante a audiência pública realizada no Senado Federal nesta quarta-feira (11/12), a questão da destinação das florestas públicas não destinadas foi abordada como uma prioridade para o país.

O deputado Nilto Tatto (PT), que presidiu a audiência, apontou o enorme desafio que o Brasil enfrenta para estipular a destinação dessas áreas, ressaltando a importância de uma abordagem que busque a conservação e o cumprimento dos compromissos climáticos internacionais.

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Conclusão

Portando, a falta de uma definição sobre o uso das florestas tem favorecido a ação de criminosos e a destruição da maior floresta tropical do mundo. Com a implementação de políticas mais eficazes e a destinação adequada dessas florestas, o Brasil pode dar um passo importante no combate ao desmatamento ilegal e na preservação da Amazônia, essencial para o equilíbrio climático global.

Relação com o Projeto Mejuruá

Iniciativas como o Projeto Mejuruá da BR ARBO  apontam o potencial da conservação florestal amazônica para atingirem as metas sustentáveis e mitigar mudanças climáticas, sendo considerado um projeto de viés ambiental.

Projetos como o Mejuruá contribuem para o mercado de carbono global ao preservar ecossistemas, beneficiando tanto o meio ambiente quanto a economia local, alinhando-se com a perspectiva de transição para uma economia mais sustentável.

Ana Carolina Turessi

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