No debate sobre clima, a pecuária costuma ser alvo de críticas por causa das emissões.
Porém, segundo Eduardo Bastos, CEO do Instituto Equilíbrio e diretor da Abag, a discussão precisa ir além.

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Ele participou do Estadão Summit Agro e destacou que o foco deve ser o balanço completo de carbono dentro do sistema produtivo.
Ele explica que, no mundo inteiro, cerca de 75% das emissões vêm de combustíveis fósseis.
Que só podem ser reduzidas, nunca compensadas naturalmente.
No setor agrícola, porém, existe uma diferença importante é possível construir matéria orgânica no solo que significa capturar e remover carbono da atmosfera.
Quando o solo é manejado corretamente e não é excessivamente revolvido.
Esse carbono fica armazenado de forma estável, contribuindo para um balanço mais positivo.
O correto, segundo ele, é observar todo o ciclo o pasto que captura carbono.
O solo que o retém e o manejo que pode aumentar essa capacidade ao longo do tempo.
Assim, o setor tem a chance de mostrar que, além de produzir alimento.
Também pode remover carbono e ajudar a enfrentar as mudanças climáticas.
Mas isso depende de um debate mais amplo, técnico e equilibrado sobre como medir, registrar e valorizar o carbono no campo.
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Projeto Mejuruá

O empresário Gaetano Buglisi financia um projeto muito importante para o meio ambiente, chamado Projeto Mejuruá.
O projeto tem como objetivo proteger a floresta e gerar renda para as comunidades locais.
Por meio da preservação ambiental e do uso sustentável dos recursos naturais, ajudando a produzir créditos de carbono florestal fortalecendo a organização das comunidades.